terça-feira, 15 de maio de 2012

Revista Veja: Capelinha é destaque na educação

educação Capelinha está entre as 5 melhores em Educação do País, divulga a Revista VejaCapelinha no Alto Jequitinhonha vem se destacando no cenário Brasileiro nos últimos tempos como uma das cidades mais promissoras do país, após dados divulgados de ser a maior geradora de empregos, outra boa notícia saiu esta semana pela Revista Veja,Capelinha tem a 5ª melhor educação do País.
 
A última grande radiografia do Ensino público brasileiro reforça o abismo que nos separa dos melhores do mundo na sala de aula. Enquanto nos países mais desenvolvidos 57% dos estudantes do Ensino fundamental detêm o conhecimento esperado para sua série, ou vão muito além disso, no Brasil é ainda maior do que essa fatia a dos que não sabem o mais básico – 77%. Diante de tamanha desvantagem, é bem-vindo o exemplo de um pequeno e pouco conhecido conjunto de municípios que emerge do lamaçal de notas vermelhas em meio à mesma coleção de dados, extraídos daProva Brasil, do Ministério da Educação (MEC). Ainda que com uma longa estrada a percorrer até alcançar os mais ricos, são esses que, no Brasil, concentram a maior porção de Alunos situados em nível ao menos “adequado” para o ano que estão cursando. O novo levantamento, conduzido pela ONG Todos pela Educação, surpreende à primeira vista. Afinal, os dez municípios no topo do ranking têm erguido as bases para a boa Educação em condições muito semelhantes às dos demais, ou até piores que as deles. Seu sucesso ajuda a decifrar os caminhos que conduzem à excelência.

Um fato chama atenção no rol dos dez melhores municípios da lista: sete são mineiros, incluindo os cinco que lideram o ranking. O resultado enfatiza o que outras avaliações do MEC vêm sinalizando nos últimos anos. Analisa o economista Cláudio de Moura Castro, especialista em Educação e articulista de VEJA: “Essas cidades não estão fazendo nada de mirabolante, mas sim levando a cabo um conjunto de iniciativas coerentes que têm tido continuidade, algo raro no país”.
Elas foram postas de pé na década de 90 e agora começam a se refletir nos números. Minas Gerais foi o primeiro estado a formular uma prova única para mapear as deficiências dos Alunos e lançar luz sobre os bons casos, saindo na dianteira na criação de metas para a sala de aula. As Escolas passaram então a ser cobradas e até premiadas por seu cumprimento, tal como no mundo corporativo, com um bônus salarial para os profissionais que elevam o nível do Ensino. O sistema é hoje adotado em cerca de 20% das 180000 Escolas públicas brasileiras.
O campeão da lista da Todos pela Educação é São Tiago, município de 10.000 habitantes a duas horas de carro de Belo Horizonte. Ali, vive-se basicamente do plantio de café e da fabricação de biscoitos. Na Escola estadual Afonso Pena Júnior, que atende 1.100 Alunos, os Professores chegam a dar aulas extras (sem ganhar nada a mais por isso) em prol da média nos exames oficiais. Por estes, sim, podem ser recompensados. Um grupo de estudantes do colégio venceu um campeonato nacional de robótica e, não cabendo em si, está prestes a embarcar para o México para defender o Brasil no circuito mundial. Na aula de química, eles desenvolveram um projeto de extração de álcool da laranja por meio de fermentação, experiência que interessou à Universidade de São Paulo (USP). Tanto que uma turma de São Tiago, muitos dos Alunos vindos de famílias pobres que jamais haviam deixado o estado, foi convidada para falar sobre o trabalho em São Paulo. “O objetivo aqui é ir muito além dos muros da Escola”, diz a diretora Maria Auxiliadora Silva, 47 anos, há dez no cargo.
O que afinal une os colégios dos municípios em destaque é a junção de medidas já testadas em outros países com um lado pragmático que se sobrepõe ao corporativismo ainda em voga no ambiente Escolar. Dados da Prova Brasil mostram que, até hoje, são minoria os diretores de Escola que chegam ao cargo por um sistema que alie quesitos técnicos a uma eleição, e não por critérios políticos: eles representam apenas 13% do total – em Minas, são 60%. Outro ponto que aproxima os municípios campeões é a existência de um currículo único para a sala de aula, item que começa a se disseminar no Brasil, embora sofra certa resistência daqueles mestres que não querem ver-se tolhidos em sua “liberdade de ensinar”, um discurso meramente ideológico. “Faz uma enorme diferença quando o Professor tem um roteiro mínimo sobre o que e como ensinar”, diz o doutor em estatística José Francisco Soares, especialista em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. O ranking também espelha um claro esforço por parte das Escolas que figuram no topo para manter seus Docentes atualizados. “Na década passada, o nível dos Professores aqui era muito baixo, mas já melhorou e precisa seguir avançando”, reconhece Maria Aparecida Macedo, secretária de Educação de Itaú de Minas, a 360 quilômetros da capital, uma das campeãs.
A ONG Todos pela Educação estabeleceu uma meta ambiciosa para os 5 500 municípios brasileiros. Até 2022, todos devem alcançar o atual patamar da OCDE. “O Brasil já tem um bom plano, mas ainda falta provê-lo de incentivos certos para que saia do papel”, diz a diretora executiva da ONG, Priscila Cruz. Os últimos dados sobre a Escolaridade das famílias da atual geração de estudantes brasileiros mostram que 58% não chegaram sequer ao Ensino médio – e sinalizam para a necessidade de acelerar o passo para ombrear com os países mais desenvolvidos. O raro entusiasmo pelos estudos despertado em Alunos como Higor Bartolomeu, 15 anos, morador da mineira Guaxupé, outra das campeãs, revela que, com empenho máximo, pode dar certo. Diz o menino, que oscila entre o trabalho na lavoura e o esmero para gabaritar as provas de matemática, que adora: “Não aceito menos do que a nota 10”.
Excelência à mineira
Um novo ranking feito pela ONG Todos pela Educação destaca os municípios brasileiros que, embora com resultados ainda distantes dos de países mais avançados na sala de aula, concentram o maior número de alunos com conhecimento adequado ou até superior ao esperado para a série que cursam
(Porcentual dos estudantes que atingem ou extrapolam as metas)
1º São Tiago (MG) 49%
2º Guaxupé (MG) 48%
- Itaú de Minas (MG) 48%
4º Monte Santo de Minas (MG) 46%
5º Capelinha (MG) 43%
- Amambaí (MS) 43%
7º Elói Mendes (MG) 41%
- João Monlevade (MG) 41%
- Novo Horizonte (SP) 41%
- Vargem Alta (ES) 39%
Média dos municípios brasileiros: 23%
Média dos países da OCDE 57%
Fontes: dados da Prova Brasil, do MEC, relativos ao resultado do 9º ano do ensino fundamental em língua portuguesa, e Pisa 2009
Gráfico Capelinha MG em relação ao resto do Paísportal aranas grafico capel Capelinha está entre as 5 melhores em Educação do País, divulga a Revista Veja

Uma receita campeã

O que explica o alto nível de ensino nos municípios que encabeçam a lista do Todos pela educação
- Diretores selecionados por critérios técnicos
- Incentivo financeiro aos professores com melhores resultados
- Cursos constantes para a atualização dos mestres
- Currículo único e bem organizado
- Valorização da leitura
- Participação dos alunos em competições nacionais em todas as disciplinas
- Iniciativas para atrair a família à escola

PORTAL ARANÃS

13 comentários:

Anônimo disse...

NEM SO DE CESTA BASICA VIVERA OS HOMENS.

Anônimo disse...

Mas não vem que não tem. É a rede estadual de ensino viu. Num é os comedores de mortandela da rede municipal não.

Anônimo disse...

Você deveria ter colocado seu nome,pois fique sabendo que a rede municipal vem fazendo a sua parte para que isso aconteça.Respeito é bom para todos,isso que vc postou e uma calúnia com a nossa classe da rede municipal.

Anônimo disse...

e´ da rede estadual de ensino , quem tem meritos nisso e´ o governo do estado

Anônimo disse...

Parece que o nosso colega ai não leu a reportagem direito. Então vamos lá. Nosso melhor resultado foi 4º/5º, sendo portanto turmas de escolas municipais. Já que a maiorias das escolas estaduais da cidade não possuem os primeiros anos do ensino fundamental. E mais, vc que criticou só esquecer de usar o bom português, ja o correto é "mortadela". Então meu prezado, pega umas aulinhas com os professores da rede municipal, antes de falar besteira.

Anônimo disse...

De mais a mais,nao basta saber ler,somar e etc.Educar é muito mais que isso e o que mais falta em Capelinha é cidadania: o que tem de comprador e vendedor de votos,gente que corta que joga lixo na rua,gente que nao sabe valorizar e nem doar-se para ter viver numa cidade melhor.Isto lá é educação de boa qualidade?

Rosangela disse...

Que felicidade! O resultado foi engrandecedor para todos nós capelinhenses. Nós capelinhenses que moramos em outras cidades sofremos muitos preconceitos por ser daí, aqui aonde moro os professores acreditam que os alunos que chegam de Capelinha são mais fracos , este resultado desmistificou isso. Hoje o meu ego aumentou muito e quero colocar esta reportagem colada no mural da sala dos professores da minha escola. OOOOOOOOOOOba!

Rosangela disse...

Que felicidade! O resultado foi engrandecedor para todos nós capelinhenses. Nós capelinhenses que moramos em outras cidades sofremos muitos preconceitos por ser daí, aqui aonde moro os professores acreditam que os alunos que chegam de Capelinha são mais fracos , este resultado desmistificou isso. Hoje o meu ego aumentou muito e quero colocar esta reportagem colada no mural da sala dos professores da minha escola. OOOOOOOOOOOba!

Rosangela disse...

Que felicidade! O resultado foi engrandecedor para todos nós capelinhenses. Nós capelinhenses que moramos em outras cidades sofremos muitos preconceitos por ser daí, aqui aonde moro os professores acreditam que os alunos que chegam de Capelinha são mais fracos , este resultado desmistificou isso. Hoje o meu ego aumentou muito e quero colocar esta reportagem colada no mural da sala dos professores da minha escola. OOOOOOOOOOOba!

Unknown disse...

Sugiro ao moderador não permitir comentários anônimos, pois isso só incentiva a publicação de absurdos. A matéria da Veja sugere que as escolas estão em pé de igualdade, mas vale considerar que estar no Vale do Jequitinhonha e obter esse resultado é um grande mérito. Há cidades com melhores condições que não aparecem nesse ranking. Parabéns aos gestores escolares e à comunidade, que mostrou vontade para mudar nossa realidade, apesar de todos os pesares.

Unknown disse...

Sugiro ao moderador não permitir comentários anônimos, pois isso só incentiva a publicação de absurdos. A matéria da Veja sugere que as escolas estão em pé de igualdade, mas vale considerar que estar no Vale do Jequitinhonha e obter esse resultado é um grande mérito. Há cidades com melhores condições que não aparecem nesse ranking. Parabéns aos gestores escolares e à comunidade, que mostrou vontade para mudar nossa realidade, apesar de todos os pesares.

Anônimo disse...

Raimundo Santos · UFMG
Essas matérias falaciosas e totalmente desvinculadas da realidade só conseguem enganar mesmo os mais incautos. De fato, a educação brasileira está entre as piores do mundo, segundo as estatísticas mais confiáveis. Estas informações mentirosas são normalmente fabricadas pela mídia comprada de nosso país, que fazem o joguinho sujo dos nossos governantes. Tudo isso para se manter o "status quo" vigente. A dura verdade é que a educação brasileira, particularmente a educação mineira, anda de mal a pior, apresentando péssimos resultados, tanto do ponto de vista de aprendizado, pedagógico e ético. Cada vez mais se vê o sucateamento da educação pública, em que os professores são massacrados, desvalorizados e abandonados. Ainda quanto aos resultados pedagógicos, fabricam-se números, inventam-se dados que estão totalmente descontextualizados com a verdadeira educação praticada em Minas Gerais. Quem é professor estadual como eu, sabe muito bem que estes dados são falaciosos e frutos de uma propaganda mentirosa, que somente agrada e perpetua a corrupção, o atraso intelectual e as injustiças sociais neste país.

Dorinha disse...

Parabéns Capelinhenses,que no próximo vocês possam estar em 1º lugar.

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