sábado, 1 de setembro de 2012

População do Junco de Minas , em Malacacheta, reclama de orelhões que não funcionam


junco População do Junco de Minas , em Malacacheta, reclama de orelhões que não funcionamA população de Junco de Minas, distrito de Malacacheta, no Vale do Mucuri, vive hoje uma situação difícil quando o assunto é o serviço de telefone público, o famoso orelhão.
Ele é a alternativa para quem precisa fazer uma ligação e não possui telefone em casa.
O lugar, distante 24 km de Malacacheta, não possui sinal para celular e o serviço é promessa de campanha eleitoral.
“Muitos , na hora da necessidade, se deslocam até a porteira de uma fazenda, a cerca de 3 km do lugar para conseguir um sinal de celular”, conta um morador.

Os orelhões existentes ali , foram apelidados de “pai de santo”, ou seja aquele que só recebe, e quando recebe.
Os junquenses estão indignados com a falta de manutenção dos cinco únicos aparelhos existentes.
Um outro, que existia nas proximidades da escola Geraldo dos Santos Coimbra foi retirado .
. Fazer uma simples ligação é quase impossível. “ Quando você consegue, quem está do outro lado não escuta nada”, revela um estudante de 16 anos que precisa usar o serviço de um dos aparelhos localizado na praça 25 de dezembro. “ É o mais procurado. Às vezes fazem fila para usar”, diz o estudante.
Há meses está situação perdura sem providências.
A OI/telemar responsável pelo gerenciamento só tem feito promessas, porém, solução ainda não foi encontrada.
“Eu acho isso um descaso, a empresa responsável tem que tomar uma atitude sobre isso, na realidade não entendendo o porquê do abandono desses telefones”, diz um outro morador que não quis se identificar com receio de represálias. “ Estamos em época de eleições e você sabe…lugar pequeno, a gente acaba sendo perseguido”, diz ele, ignorando o seu direito de cidadão.
A reportagem do jornal Gazeta de Araçuaí entrou em contato com a central de atendimento da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
O atendente explica que a Anatel, obriga que as concessionárias de telefonias façam o conserto dos aparelhos quebrados em área urbana em oito horas com prazo máximo de até 24 horas depois de receberem reclamação.
Já os telefones instalados em áreas de difícil acesso como sítios e bairros rurais, esse prazo é estendido para cinco dias.
A empresa que não cumpre está sujeita a advertência ou mesmo multa por parte da reguladora.
A Anatel ainda informou que as denúncias sobre problemas com telefones públicos podem ser recebidas através do número 1331 ou pelo link "Fale Conosco", encontrado no site www.anatel.gov.br.
A Anatel informou ainda que essas concessionárias possuem sistemas que permitem a identificação de quantos e quais orelhões estão sem funcionar, sem a necessidade de a população gerar essa demanda.
 Essa deficiência, neste caso específico, não é somente por falta de manutenção da empresa responsável, mas sim, de vândalos que destroem os bens públicos.
Fonte: Gazeta de Araçuaí

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