sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Vivendo de aparências: Classe média gasta por mês 54% a mais do que ganha


Com juros em queda, financiamentos facilitados e todo tipo de incentivo às vendas, a classe média brasileira está gastando mais do que ganha. De acordo com o estudo "Um país chamado Classe Média", do Data Popular, essa fatia da população, que hoje representa 52% dos brasileiros, tem renda de R$ 665 bilhões estimada para este ano. O gasto, porém, é de R$ 1,03 trilhão, ou 54% a mais do que o rendimento. 


"Toda vez que se gasta mais do que a renda, é fruto de financiamento", diz o coordenador do curso de economia da Newton Paiva, Adriano Miglio. Ele explica que havia uma demanda reprimida e, agora, com boa oferta de emprego e salários melhores, a classe média foi às compras. Em 2012, essa camada da população vai levar para casa 6,8 milhões de tablets, 4,6 milhões de geladeiras e 15,8 milhões de aparelhos celulares, entre outros produtos e serviços, como viagens nacionais e internacionais. Se fosse um país, sozinha, a classe média brasileira conseguiria ficar no G-20 do consumo, figurando na 18ª posição do ranking.

Esse volume de consumo é bom para o país, desde que o consumidor esteja atento para não assumir dívidas que não vai conseguir pagar, alerta Miglio. Antes de fazer um crediário ou financiamento, a pessoa deve fazer as contas, evitar comprometer mais do que 30% da renda e nunca esquecer das prestações antigas antes de assumir novos financiamentos. Fazer pesquisa de juros e outras taxas cobradas pelas empresas também é importante para o consumo responsável. 

Otimista. A classe média brasileira está confiante no ano de 2013. De acordo com a pesquisa do Data Popular, 81% dos brasileiros que estão nessa faixa acreditam que sua vida vai melhorar no ano que vem. O aspecto financeiro é o que tem melhores expectativas: 79% acreditam em melhoras. Saúde, vida afetiva, vida profissional, situação da sua cidade, do seu bairro e do Brasil, também têm índices de otimismo acima de 70%. A situação do mundo no próximo ano é a que tem pior avaliação: 63% acreditam em melhora.

Otempo

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