sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Doenças crônicas e hábitos de vida dos moradores dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri são mapeados


O boletim foi desenvolvido com o objetivo de traçar o perfil das principais doenças crônicas de Minas Gerais e suas regiões de planejamento, bem como dos principais fatores associados a elas


O resultado da Pesquisa por Amostra de Domicílios de Minas Gerais (PAD-MG), da Fundação João Pinheiro, irá subsidiar o planejamento de políticas preventivas na região

A população dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri é um bom exemplo em relação a comportamentos de riscos. 

A região é a segunda no Estado em que mais pessoas afirmaram não consumir bebidas alcoólicas, 78%, ficando atrás apenas do Vale do Rio Doce (82%). Quando o assunto é cigarro, o percentual também é bom, 88,9% dos indivíduos acima de 14 anos se declararam não fumantes.

A pesquisa, parte da publicação Boletim PAD 2011 – Hábitos de vida saudável, lançada na quarta-feira (12), pelo Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro, mapeou de forma inédita no país as doenças crônicas que acometem a população mineira e analisou os comportamentos de risco, como consumo de bebidas alcoólicas e tabaco, que contribuem para a instalação e agravamento dessas condições recorrentes. 
  
Paralelamente, foram investigados os hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas, a realização de exames preventivos e a alimentação saudável.

Na região, verificou-se que apenas 10,6% da população praticam atividades físicas de forma suficiente e 83,6% não praticam atividades físicas. Este é o maior percentual de Minas Gerais, colocando os Vales do Jequitinhonha e Mucuri como a região com o maior número de pessoas que não realizam atividade física no tempo livre.
Ressalta-se, porém, que a pesquisa abordou apenas esse tipo de atividade física, ou seja, realizada no tempo livre, e não considerou a atividade física exercida no trabalho. Em relação aos exames preventivos, a pesquisa mostrou que 10,6% dos indivíduos nunca realizaram exames de pressão arterial. Com este índice, os vales também registram o percentual mais alto de Minas.
  
Ainda sobre os exames preventivos, o estudo mostrou o comportamento da população quanto à mensuração da glicose no sangue. Entre a população da região que declarou ter diabetes, 83,6% realizaram o exame há um ano ou menos e 2,3% nunca realizaram o exame (o maior índice entre as regiões de planejamento de Minas Gerais).

Entre aqueles que informaram não ter diabetes, 44,5% fizeram a mensuração preventiva há um ano ou menos, a menor percentagem em relação as outras regiões.
  
Hábitos alimentares
No quesito de hábitos alimentares, a proporção de pessoas acima de 14 anos que consomem frutas, legumes e verduras cinco ou mais dias da semana, nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, foi de 56,6%.  No quesito consumir carnes vermelhas e de frango com gordura visível, a população teve o segundo maior índice, 50,9%; e a proporção de pessoas que têm o hábito de consumir leite com teor integral de gordura foi de 56% na região.

O boletim foi desenvolvido com o objetivo de traçar o perfil das principais doenças crônicas de Minas Gerais e suas regiões de planejamento, bem como dos principais fatores associados a elas. Como isso, pretende-se subsidiar os órgãos ligados à saúde para o planejamento de ações e políticas preventivas eficazes.
Fonte: Agência Minas/Blog do Banu

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