sexta-feira, 5 de julho de 2013

Você dá valor demais ao que os outros pensam?

Se você respondeu sim a este título, saiba que não está só. Aliás, raro é achar alguém que responda um belo e redondo “não!” (sendo absolutamente sincero, é claro). Se você quiser de cara uma explicação para isso, o psiquiatra Roberto Shinyashiki mostra um caminho: “Fazemos isso porque a solidão é apavorante para a maioria das pessoas. O ser humano precisa se sentir importante e, por isso, a opinião dos outros vira referência do quanto é amado. A partir daí, infelizmente, muita gente faz o que não quer só para agradar e se sentir aceito”.
Aline Sampaio, 24 anos, blogueira, que o diga: “Eu queria muito não me importar com que os outros acham. Mas, às vezes, penso antes das pessoas o que elas vão pensar de mim. Vivo me policiando para não fazer as coisas por causa do julgamento delas. Há dias que isso me dá muita ‘deprê’”, afirma.

A vendedora R.G.C., 35 anos, conta que também sofre com o pensamento alheio: “Outro dia cheguei a ficar uma noite sem dormir porque soube que os colegas de trabalho do meu marido tiveram uma péssima impressão de mim. Eles me acharam mal humorada, com cara de má. Acho que de tanto me preocupar com o que vão achar acabo estragando tudo mesmo.”
Para a psicoterapeuta e sexóloga, Regina Navarro Lins, de uma maneira geral, as pessoas são educadas para se enquadrar em modelos de comportamento determinados pelo âmbito social. Esses modelos variam de acordo com a época e o lugar. Nos anos 1950, por exemplo, era difícil um homem aceitar se casar com uma moça que não fosse virgem. “Mas vivemos agora um momento muito interessante. Os padrões tradicionais de comportamento não dão mais respostas e, com isso, se abre um espaço para que cada um escolha sua forma de viver. É claro que nem todos conseguem romper com os valores morais que tanto aprisionam, mas estamos caminhando para isso”, acredita Regina.
Relatos de quem mudou
“Meu pai sempre disse que eu era distraída demais para guiar, e eu acabei acreditando. Precisou um grande amigo me obrigar a entrar na autoescola, quando eu tinha 28 anos, para tirar carta. E consegui! Imagina se não fui correndo contar para certa pessoa.”
Gisele Jung, professora de ioga
“Eu adoro gatos e meu marido não curte, acha que são traiçoeiros. Mesmo assim, adotei dois! Gatos são um bom exemplo de bichos que não estão nem aí para os outros. Eles não esperam o julgamento de ninguém. Fazem aquela cara de ‘blasé’ e tchau! Devem ser bem mais felizes do que os cães.”
Rita Cameron, arquiteta
“No início do namoro, eu implicava com uma calça do meu namorado – meio ‘Fernandinho Beira-Mar’ - por vergonha do que iriam pensar. De tanto eu implicar com a calça, ele nunca mais usou. Aí percebi que fiz besteira e pedi para ele vestir novamente. Ele, claro, me chamou de doida.”
R.P.S., gerente de RH
Seis conselhos de especialistas para viver sua própria vida

MENSAGEM DA MONJA COEN

  • Divulgação/Verônica Campos
    "Somos seres gregários, gostamos de pertencer a este ou aquele grupo, tribo. Os outros são aspectos de nós mesmos. Pergunta: somos capazes de convencê-los de nossos propósitos, meios de vida? Isso nos valida a nós mesmos. Há, claro, quem dê muita importância e quem diga não dar nenhuma importância - extremos pouco confiáveis. Precisamos uns dos outros, outros estes que nos confirmam ou desconfirmam."
    Ela é missionária oficial da tradição Soto Shu - Zen-budismo
“O maior reconhecimento tem de vir de si próprio porque aí você vira um servo da sua alma e da sua vocação, e não da opinião de terceiros.”
Roberto Shinyashiki, psiquiatra
“O prejuízo de viver dentro de modelos é que todos se tornam parecidos e as singularidades de cada um desaparecem. Para se viver de forma satisfatória, o mais possível em sintonia com os próprios desejos, as pessoas devem ter coragem. A preocupação com o que os outros pensam é a forma mais fácil de ter uma vida limitada e medíocre.”
Regina Navarro Lins, sexóloga
“A pessoa segura de si não precisa inferir o próprio valor das atitudes dos outros. A segurança parte de um mundo interno bem estabelecido. Isso parte de dentro, e não de fora.”
André Camargo Costa, mestre em psicologia pela USP
“Incorpore este mantra na sua vida: “Nada nem ninguém tem poder sobre mim!”
Luiz Gasparetto, psicólogo
“Tente evitar qualquer informação sobre sua vida que provoque a mediocridade dos outros. Mentes brilhantes jamais têm inveja, jamais falam mal dos outros e jamais concordam em diminuir as qualidades de quem contribui para fazer o mundo caminhar. Portanto, tenho dito: se você conhece alguém que gosta de falar mal da vida alheia, cuidado: a vida dele deve ser um circo de horrores. Fuja!”
Joyce Cavalccante, autora de “Inimigas Íntimas”
“Já que você não pode mandar o outro para aquele lugar, aportuguesamos uma palavra italiana que significa: ‘Não tô nem aí!’. Portanto, se alguém vier com julgamentos para o seu lado, grite: ‘Menefreguei!!!’”
Blog Vigilantes da Autoestima
Este é um hábito difícil de se livrar, porém os 4 passos abaixo podem ajudar:

Passo # 1: Pergunte a si mesmo o que realmente importa para você

" - Eu as vezes me preocupo com o que as pessoas vão pensar das minhas roupas, ou do meu cabelo, mas na realidade, eu não me importo muito com a aparência física. Claro que eu gosto de estar apresentável, mas para mim, é só isso que importa."
É perfeitamente normal ter valores diferentes das pessoas ao seu redor. Você não é obrigado a gostar de um estilo musical que não gosta, só porque seus amigos insistem que você deve gostar.

Seja claro e honesto com você mesmo quanto ao que realmente importa para você. Muitos vão julgá-lo por não seguir um determinado padrão, mas se você for fiel a seus próprios objetivos e valores, você saberá o que realmente importa para você.


Passo # 2: Lembre-se de que nem todos estão olhando para você

"- Eu fui muito bulinado na adolescência, e até hoje eu me pego achando que todas as pessoas estão olhando para mim, até rindo pelas minhas costas."
A verdade, porém é que eu não sou o centro do universo - E nem você. A maioria das pessoas ao redor estão na verdade muito ocupadas cuidando de suas próprias vidas para ficar cuidando da sua.

Você pode ficar achando que disse algo realmente estupido naquela festa, ou talvez está convencido que a espinha em seu nariz é tão óbvia que todos estão reparando, ou que todos estão falando sobre o erro que você cometeu na semana passada...a verdade é que eles provavelmente devem estar notando que você está se preocupando com alguma coisa.


Passo # 3: Aceite que a opinião dos outros não podem te afetar

 

Ou seja, agora você já sabe o que realmente importa para você e que você não é o centro das atenções, além disso, também é preciso ter em mente que você está a todo momento sujeito a julgamentos. Pode ser no trabalho, pode ser dos amigos, ou até mesmo quando estiver andando na rua. Na maioria das situações, a opinião das pessoas não podem te machucar.
"- Aquele rapaz no ônibus pode comentar com alguém do lado sobre como você está fora do peso, mas de maneira nenhuma a opinião dele pode afetar a sua vida (ao menos que você deixe)."
É claro que existem alguns casos onde as opiniões das pessoas podem fazer a diferença, é o caso da opinião do seu chefe - Mas na sua opinião: É mais importante se preocupar com a opinião de quem realmente importa, ou com a opinião de quem não exerce nenhum efeito em sua vida?

Você pode passar a sua vida toda tentando fazer estranhos e conhecidos pensarem coisas boas sobre você (quem sabe passar horas arrumando o cabelo toda vez que por o pé para fora de casa, ou comprar um carro caro, só para parecer bem sucedido). Porém as pessoas que realmente importam, que no caso são sua família e amigos, vão te amar pelo que você realmente é.

Passo # 4: Aceite que você não pode controlar o que as pessoas pensam

 

De fato não podemos controlar o pensamento das pessoas. Não tem como saber o que se passa na cabeça de alguém, muito menos o por que. As pessoas são diferentes, logo pensam de maneiras diferentes. 
"- É como aquela velha história de como as pessoas enxergam um copo de água pela metade: Para alguns, ele está meio cheio, para outros, está meio vazio."
De qualquer maneira, as pessoas vão pensar n coisas sobre você. - Isso é inevitável.

O que os outros pensam de você, que seja coisas boas ou ruins - a opinião é totalmente deles. Aproveite a vida ao máximo; Você não pode tentar agradar todos o tempo todo - e também não há motivos para fazer isso. Da próxima vez que você for se preocupar com o que os outros pensam ou podem pensar de você, antes, pergunte a si mesmo se esse pensamento sobre você pode exercer algum efeito em sua vida. Daí você vai saber se vale a pena ou não se preocupar com o que os outros pensam de você.

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