segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

ALERTA: em menos de 15 dias, Minas Gerais registra mais de 30 mortes por afogamento

Até o dia 5 de janeiro, pelo menos 22 mortes haviam sido confirmadas. Somente neste fim de semana, outras 11 pessoas perderam a vida em cachoeiras, lagos e represas do estado.

Durante o mês de dezembro, as fortes chuvas que caíram em Minas Gerais deixaram 88 municípios em estado de emergência e tiraram a vida de pelo menos 22 pessoas, segundo boletim emitido pela Defesa Civil do Estado. O período chuvoso deu uma trégua, mas desde o início do ano são as altas temperaturas que vem fazendo novas vítimas. 

Até o dia 5 de janeiro, pelo menos 22 haviam sido confirmadas por afogamento. Somente neste fim de semana, outras 11 pessoas perderam as vidas em cachoeiras, lagos e represas no Estado. As fortes correntezas, a imprudência ao se aventurar em locais de risco e a ingestão de álcool são os fatores apontados pela corporação como as principais causas de acidentes.


Em uma cachoeira na cidade de Manhuaçu, na Zona da Mata, um ato de coragem acabou se transformando em tragédia na tarde de domingo. Lucas da Silva Nogueira, de 19 anos, Tainara Alves de Souza, de 15 e Luiz Márcio Alves, de 20 anos, morreram ao tentar salvar uma criança de 10 anos que se afogava. Segundo testemunhas, os banhistas foram levados pela correnteza. Ramon Marcos Lara, de 23 anos, que estava com o grupo, continua desaparecido.

Este não foi o único caso de morte por afogamento. No sábado, Evandro Marques dos Santos, de 34 anos, se afogou na represa de Furnas, em Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas. O corpo foi encontrado somente no dia seguinte. Na mesma região, em Silvianópolis, o corpo de Alisson Wentony Ribeiro de Oliveira, de 15 anos, foi encontrado sem vida na Lagoa dos Bandeirantes.

No final tarde de domingo, Vilmar Proença Lima, de 27, que nadava na Cachoeira do Fumal, em São João Batista do Glória, no Sul de Minas, morreu afogado. Em Betim, um homem também morreu afogado na Lagoa Várzea das Flores. No Vale do Jequitinhonha, o corpo de Devanildo Gomes dos Santos, que estava desaparecido desde a tarde de domingo, foi encontrado no final da noite, no Rio Araçuaí.

Em Rio Acima, Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma mulher morreu ao cair da Cachoeira Xica Dona. Segundo o Corpo de Bombeiros, Maria Auxiliadora Ribeiro, de 43 anos, estava no alto da cachoeira tirando fotos, quando escorregou e caiu de uma altura de quase 100 metros, indo parar no poço raso, na base da queda d'água. Na Serra da Moeda, um homem de 31 anos se acidentou de forma semelhante, ao escorregar da Cachoeira do Limoeiro, mas foi socorrido com vida.

Em Nova Serrana, um bebê se afogou dentro do tanque de lavar roupas. Segundo a avó da criança, o bebê estava em uma banheira vazia, que acabou virando dentro do tanque. A mulher conversava com a irmã quando o acidente aconteceu.

Afogamento é uma das principais causas de morte no país

Em 2011, o afogamento ocupou o segundo lugar entre as causas gerais de óbito entre crianças de um a nove anos de idade, além de ser a terceira causa de morte entre jovens até 19 anos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que no mundo, os números são ainda mais alarmantes: 500 mil óbitos anuais. Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, o risco de morte por afogamento no país é 200 vezes maior que em acidentes de trânsito.

Para evitar esse tipo de acidente, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais emitiu um alerta, com dicas de prevenção.

Procure um local conhecido por você ou por outra pessoa, desde que ela o acompanhe.
Não ultrapasse faixas e placas de avisos.
Não entre em locais onde há avisos de perigo de morte ou em águas poluídas.
Procure sempre local onde existe a presença de Guarda-Vidas, ou o Corpo de Bombeiros.
Evite nadar sozinho;
Não tome bebida alcólica antes de entrar na água;
Não se afaste da margem;
Não salte de locais elevados para dentro da água;
Não tente salvar pessoas em afogamento sem estar devidamente habilitado;
Prefira lançar flutuadores para salvar pessoas ao invés da ação corpo a corpo;
Identifique nas proximidades a existência do salva-vidas e permaneça próximo a ele;
Evite brincadeiras de mau gosto ("caldos", "trotes", "saltos");
Acate as orientações dos Bombeiros ou dos Salva-vidas;
Não abuse se aventurando perigosamente;
Não deixe as crianças sozinhas;
Evite navegar com carga em excesso;
Só deixe entrar na embarcação pessoas usando coletes salva-vidas;
Somente conduza embarcações se for habilitado para tal.

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