terça-feira, 27 de maio de 2014

Escola abandonada na zona rural de Coronel Murta será transformada em Comunidade Terapêutica


O prédio de uma escola que nunca foi inaugurada, e que estava abandonado no meio do mato, terá enfim, uma destinação. Vai se transformar em uma Comunidade Terapêutica para atender dependentes químicos. A iniciativa é de uma igreja evangélica de Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha, em parceria com a prefeitura municipal, que cedeu o espaço.

O prédio, construído em 2000, possui quatro salas amplas, banheiros azulejados, biblioteca, refeitório e quadra esportiva. Localizado a 20 km do centro da cidade, na comunidade de Terra Vermelha, ele deveria abrigar uma escola municipal para 160 alunos. Custou aos cofres públicos, na época, R$ 140.897,00, do Programa Pró-Qualidade da Secretaria de Estado da Educação.

A Comunidade vai funcionar a 20 km da cidade em um prédio escolar que nunca foi utilizado – Foto: Gazeta de Araçuaí

No entanto, a escola nunca funcionou, porque, segundo a administração da então prefeita Vânia Murta, não existiam alunos suficientes. Passados 14 anos, o lugar vai servir agora para recuperação de 30 dependentes químicos, com a instalação da Comunidade Terapêutica Semente de Paz.

“É uma obra sem fins lucrativos, e precisa da ajuda de todos”, explica o pastor evangélico Joel Pereira dos Santos, 50 anos. “Estamos precisando de beliches, colchões, roupas de cama, utensílios domésticos para cozinha e congeladores”, diz ele.

A ideia de transformar o lugar em um centro de recuperação é antiga. O ex-prefeito do município, Inácio Murta, morto há 7 anos, já alimentava o sonho de instalar uma comunidade terapêutica no lugar. “Houve manifestações contrárias dos moradores e o projeto não foi à frente”, lembra o lavrador Vanderlúcio Alves Miranda, de 45 anos.

No entorno da obra vivem 15 famílias. “Conversamos com todo mundo e a ideia acabou sendo aceita”, afirma o pastor Joel Pereira.

Atualmente existem em Minas Gerais, cerca de 300 comunidades terapêuticas. O tratamento custa em média, R$ 1.500 reais por pessoa. O Estado não cobre o custo total. Das 300 comunidades existentes, apenas 60 estão aptas a receber recursos através de convênios. “Já estamos com nossa papelada toda em dia para celebrar convênios”, comemora pastor Joel.

Segundo ele, na Comunidade Terapêutica de Terra Vermelha, os pacientes receberão acompanhamento de uma equipe interdisciplinar, composta por psicólogo, assistente social, enfermeiros, médico e nutricionista. “Estamos ainda estudando a implantação de cursos profissionalizantes como forma de terapia ocupacional”, ressaltou o pastor.

Ele prevê que no máximo em 3 meses, tudo esteja pronto para o funcionamento.

(Fonte: Gazeta de Araçuaí)

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