sexta-feira, 23 de maio de 2014

Um poema de Eloá Fernandes – Capelinha MG

                          Um poema de Eloá Fernandes – observadora - Uma Latino Americana                                                

                                                    Minas Gerais – Vale do Jequitinhonha - Capelinha
Atrás do muro 

“Não há perigo
que vá nos parar,
se o bom de viver é estar vivo.
Ter amor, ter abrigo...
Ter sonhos.
Ter motivos pra...”
Antes que o vocalista Herbert Viana continuasse, eu gritei da janela do meu quarto: pra viver nessa porra de vida, preso, cumprindo pena por viver ao lado da violência. Ou será que é por ter violado a lei do, “quem mandou vir ao mundo?”
Mas se não é pra nascer, por que os seres se reproduzem?

“Ter sonhos, ter motivos...” Sonhar como? Esses muros são tão altos, que não deixam as mensagens do subconsciente entrar em contato com os satélites. Como eles vão transmitir as imagens do sonho?
Tenho motivos para sonhar; adoro Rock. Queria formar uma banda, mas como posso fazer isso? E mesmo que eu consiga formar um grupo que conheça do ramo... Como vamos nos reunir? Só se for via internet, telefone ou telepatia.

Tenho quinze anos, mas já situei que a violência urbana muda tudo. Deixa o cara desantenado, mutila o corpo, e a mente.
Na semana passada resolvi não cumprir as ordens da minha mãe; sai sozinho de casa, e a pé. Pretendia pegar um ônibus até um Shopping.
Antes de chegar à segunda quadra, dois caras armados roubaram meu tênis, minha carteira e meu celular. Depois saíram

sem pressa. Sabiam que eu não ia fazer nada.
 No máximo voltaria para casa só de meias.  
Com certeza disseram um para o outro; “o bundão deve estar chorando como uma mulherzinha assustada”.  Pois estavam enganados...! Eu chorei! Estava só de meias, sem celular, sem documentos, o cheiro de pólvora no meu nariz..., mas chorei feito homem! Foi um choro de macho! Disse um amontoado de palavrões, e coisas profanas. Mas só depois que entrei em casa, quando já estava em segurança.
Agora somos três a me aprisionar, meus pais e eu; sem estar dentro de um carro, com os vidros escuros e fechados, só saio de casa na horizontal.
Acho que a culpa não é minha, e também não é só dos donos da rua.
Acho que os culpados estão no centro. Se não estão lá, tem lá os que os representam.
Eu sou classe média, não tenho motorista, nem guarda- costas.
Helicóptero? Só pra citizen! Cucaratch anda de buzão, ou no pezão... Sem bobear. “Olha a chinelaaada”.
Não sou dono da rua, nem do mundo.
Há uns três anos atrás, eu e meus pais estávamos fazendo compras em um mercadinho, na boa! Entraram três assaltantes... tinham poucos clientes. Roubaram todo o dinheiro do caixa, e levaram outros pertences. Meu pai  ficou na minha frente pra me proteger. Os assaltantes estavam tão assustados quanto nós, as vítimas. Um deles atirou no meu pai. Ele ficou paraplégico.
“Quanto mais se sacrifica a vida
mais a vida e o tempo
são meus aliados.”
No começo foi mal, ficamos pra baixo. Mas meu pai é demais! Depois que saiu do hospital, não bancou o otário. Era sessão de fisioterapia atrás de sessão. Adaptou o carro do tipo para deficiente físico, e quando eu percebi, ele já estava trabalhando e até indo às audiências.
Não nasci um burga, mas tenho meus confortos... Merda! Depois dos últimos acontecimentos estou me sentindo  um delinguente; vivo enclausurado em minha própria casa. Cumpro minha pena atrás de um muro de três metros de altura, com cerca elétrica, alarme, grades nas janelas e nas portas.
Não tenho amigos na vizinhança.
Não conheço nenhum deles!
Mas ouço os sons que vêm de suas casas.
Todos nós cumprimos pena domiciliar.
Pagamos nossos impostos – adendo - nossos impostos, enquanto não cai nas mãos dos caras... aí é só alegria; ratos comendo ratos por carne podre. Às vezes eu fico distraído imaginando: qual o maior foco de ratos legalizados? No Congresso do Umbral: no mundo espiritual. Ou nas esquinas, batendo carteira?
Ah! Adorei as rosas que minha mãe comprou ontem. São todas iguais.

“Armas no chão,
flores nas mãos.
E o bom de viver é estar vivo
Ter irmãos, ter amigos
Vivendo em paz...”
Sentar na calçada durante a tarde, bater um papo sobre música. Trocar idéias...
 “Prontos para lutar
O soldado da paz
Não pode ser derrotado”
 “O soldado da paz...”. Ele veio para lutar com flores nas mãos, e nos ensinar a viver em paz.Tenho medo que ele já tenha sido derrotado.
“Tá dominado, tá tudo dominado”.
Os homens do centro tiram os direitos naturais e legais dos donos da rua... desde o seu nascimento. Ai eles se defendem e tiram a nossa liberdade

Internet pra mim  já deu o que tinha que dar.

Ficar horas na frente de um monitor falando com uma mina que você não conhece,
que mente até a cor do cabelo.
Sala de bate papo...
Mas ficar babujando durante horas assuntos chuviscos...
Jogos virtuais eu curto...
Internet, sala de bate papo, jogos virtuais... é maneiro.
Mas não sou do tipo nerd.

Ligo todas as tardes para minha ficante da escola.
Ela é uma gata legal... mas tô a fim de sair fora.
Florentino Ariza me desafiou.
“Cinqüenta anos de amor! ”
Gabriel Garcia Marques... é o cara!
Florentino Ariza... Um personagem intrigante!
“Amor no tempo do Cólera”.
Não é brinquedo não... Garcia Marques...
Florentino foi demais.
Tinha tudo pra não ter nada!
Mas desejou tanto... Com sua perseverança tranqüila,
conseguiu o que a vida pensou que já havia tirado.

Tai! Gostei do livro.
Cólera.
Mal pra caramba.
Contagiosa, infecção aguda.

Espionar os vizinhos é mau.
É um sintoma de infecção aguda para um adolescente. Uma infecção psicológica.
Não é coisa de macho! É coisa de mulherzinha. Dizem que é porque elas nascem com o lado curioso mais... mais curioso mesmo. 
Cara! Eu tomei gosto pela espionagem.
Fico me ocupando em ouvir vozes, e sons da casa alheia.
Sou um bisbilhoteiro em potencial.
Pô cara! Mau pra caramba!
A melhor maneira de curar uma doença, é assumir que tem a doença.
Eu vivo a vida de pessoas que só tem vozes.
De tanto ficar na janela, eu me tornei um janeleiro compulsivo.

Ganhei um livro do meu amigo oculto.
Bom presente para um “amigo oculto”.
Achei que o cara queria me “tirar”.
A sala toda riu.
Eu fiquei ali parado. Me senti um otário!
- Um livro!
Ele tinha que dar um CD de uma banda maneira, uma camiseta legal, ou uma bermuda. Foi só o que rolou... o básico.
Bastava seguir a ordem do momento, dar o que tudo mundo tá usando.
Mas o “crânio” resolveu me dar um livro.
Mas ele é legal. Só é desantenado.
Não se dá livro para amigo oculto; aliás, não se dá livro nunca!
Livro a gente pega na biblioteca, e quando a professora manda.
Mas tudo bem, eu achei legal.
Sério! Achei legal.
Tava mesmo a fim de fazer alguma coisa diferente nas férias.
Meus pais vão trabalhar, e eu vou passar as férias cumprindo pena em prisão domiciliar.
Meus pais acharam que foi um presente maneiro.
Quando cheguei em casa, distraído, eu abri o livro. E a primeira coisa que li foi:
”Vão antecipados estes trechos: já têm sua deusa coroada?”
“Deusa coroada?”
A única deusa que conheço, é uma gata do colégio.
Se ela já foi coroada eu não sei. Mas se foi, não fui eu... é muita areia pro meu caminhão.
Me distrai e li o livro... É do tipo cabeça.
Me interessei, e até gostei..
Devorei as mais de quatrocentas páginas em poucas semanas. Depois que acabei de ler o livro, eu entendi o que significava “Deusa coroado”. Era a Fermina Daza, do brother Florentino Ariza.
Até liguei pro crânio pra agradecer o presente, e dizer que o livro era maneiro.
Percebi que ele gostou do toque.

Florentino catou Fermina, mas demorou meio século.
Não precisava tanto!
Um ou dois meses já tava bom.
Mas ele teve um amor verdadeiro!
Um amor pode ser remédio para a solidão.
Tenho quinze anos, e já sinto solidão.
S-o-l-i-d-ã-o, s de sol, o de odor, l de liberdade, i de imensidão, d de donzela- do tipo gata gostosa, não precisa ser virgem... D de donzela já usada ...? No tempo do Florentino, donzela tinha que ser virgem. Mas não me refiro ao signo. É quando a menina não transou com algum cara.
A de amor... O de opressão. Não! Que troço azarento! Não!
Quebrei todo o clima.
O de... já sei. O de “ostentação”.
Com dinheiro eu levo uma vida maneira.
Não vou poder recuperar os donos da rua!r
São muitos!
Não vou poder acabar com os donos do mundo...
São inatingíveis.
Só se pega lambari!
Os peixes grandes vão na carteirada... Só nos bancos gringos... a rede não alcança.
O dinheiro compra indulgências... E a banana tá cara pra caramba, meu! Arroz, feijão e banana... muitos não podem comprar.
Posso comprar um carro só pra mim.
Contratar um motorista, e dois armários... guardas costas... aqueles de dar medo! Os donos da rua não chegariam perto. Os armários seriam só uma companhia nas paqueras.
Só alegria!
Shopping com os colegas... fazer amigos, e ir para as baladas. Só na produção.
Viajei fundo... não tenho pai milionário pra pagar escola com cabedal...

Encontrar a minha Fermina Daza...
Eu mudo de gata direto...
Florentino Ariza! Senti firmeza nesse cara.
Era um tornado no amor.
Um tornado de aparência anêmica!
Mas tinha atitude.
Mesmo com sua nuvem escura, envolveu sua Fermina Daza.
Tá certo que o brother Florentino teve muitas mulheres enquanto esperava Fermina.  Cinqüenta anos de espera! É pedir demais do cara.
Mas foram transas por necessidades fisiológicas. Amar mesmo, ele amou Fermina Daza.

A vizinha dos fundos era a minha preferida. Com o tempo passei a bisbilhotar só a casa dela.
Deixei as outras casas pra lá. Além de ela ser mais interessante, também podia ouvir as vozes, e os sons claramente da janela de meu quarto.
Algumas vezes eu os vi saindo de carro. Na verdade eu via o carro deles saindo.
É preto e de vidro escuro. Igual ao do meu pai.
O portão automático se abria e eles saíam, imediatamente à saída do carro, o portão se fechava.
O mesmo procedimento de todas as outras casas, por isso ninguém se conhece.
O que chamava minha atenção eram os sons que vinham dessa casa. Tinha uma mulher que falava, e ria o tempo todo. A mulher faladeira parecia ser idosa.
Ela podia ser uma Fermina Daza. Uma deusa coroada.
Ter uns quinze ou dezesseis anos, usar trança, e me olhar todos os dias... até se apaixonar.

Eu gostava de ouvir a Fermina falar com o Epaminondas.
Todas as manhãs ela perguntava o que ele queria comer. Com sua voz estridente, ele pedia pão ou então biscoitos.
As vezes ficava irritado, e repetia tudo o que ela dizia.
Talvez fosse um Juvenal Urbino. Caraca! Aquele era contrário.
Eu não me simpatizei pelo cara. Mas gosto do Epaminondas.
Epaminondas sempre se queixava de Filomena. Devia ser alguém que implicava com ele.
A mulher ria muito quando ele reclamava; explicava que ela ainda era um bebe, e que os bebes gostam de brincar.
“Ora se viu, ora se viu, ora se viu”, dizia várias vezes, com sua voz estridente.
Achava que ele tinha algum lance nas cordas vocais.
No dia seguinte tinha replay.
Logo cedo eu abria a janela e, ouvia Fermina Daza dar “bom dia” para todos da família.
E eu gostava de tudo aquilo.
Devia morar muita gente com ela.
Ela dizia bom dia para o Epaminondas,e para o Neto. Esse gostava de cantar... Mas cantava muito mal, parecia um papagaio.
O Janjão, o Dingo, a Filomena, o Teotônio e Tito.
Ela cumprimentava a todos, dizendo o nome de cada um.
Deviam ser pessoas bem pra baixo. Por que ninguém respondia. Só o Epaminondas.
Ela sempre colocava música para alegrar o ambiente.
Eram músicas antigas, coisa de velho! Mas eu gostava.
Várias delas eu dei uns toques de Rock, mandei bem na guitarra.
E assim se repetia dia após dia.
Eu ficava ouvindo da minha janela os mesmos sons, a mesma conversa.
Um dia tive vontade de ir até a casa dela, e dizer que eu era seu amigo.
Ela não sabia, mas eu era uma figura quase íntima da família.
Tão íntima, que ela já podia me incluir no “bom dia” de todas as manhãs. Eu responderia da janela do meu quarto.
Fermina Daza...
Eu poderia dizer:
Sei tudo o que você conversa com seus parentes.  E já li sobre você.
O livro relata seus mais íntimos pensamentos.
Claro que ficou só na vontade! No mínimo ela iria pensar que eu era um louco.
Uma manhã saí na janela, estranhamente tudo estava em silêncio. E assim ficou durante todo o dia.
Era um Domingo. Muito estranho!
Depois de muitos meses de vigília, era a primeira vez que isso acontecia.
No dia seguinte a mesma coisa. Como no dia anterior, o mesmo silêncio.
Porque?
“Eu vivo sem saber
Até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei... ”
Fermina Daza.
Onde esta você?
Não te ouço, não sinto teus movimentos...
Naquele dia eu resolvi matar as aulas. Minha voz de comando dizia que aquilo não estava certo.
No final do dia eu saí de casa a pé e sozinho. Mesmo correndo o risco de ser abordado pelos donos da rua.
Fui até a casa de minha amiga. Olhei pela fresta do portão, e vi que o carro ainda estava lá.
A família não viajou!
Voltei para casa e liguei para a polícia. O policial mandou eu arrumar o que fazer...
Pensei em tirar bicho do pé... mas fui fussar na internet.           
Liguei novamente meia hora depois. Era outro policial, mas disse a mesma coisa: sugeriu que eu arrumasse o que fazer. Sem bicho no pé... fui pro computador.
Uma hora depois eu liguei de novo. E depois liguei outra vez... e liguei de novo.
Foram eficientes... Apareceram no dia seguinte, as treze horas. Perdi aula de novo... Mas por uma causa “de nobre”.
Com cara de sapo cururu, o Policial tocou a campainha. Nada. Bateram no portão. Nada.
Até que usaram uma ferramenta para abrir o portão.
Encontraram Maria e sua família.
Eram dois papagaios, três cachorros, um pato e um gato.
Maria estava sentada em um sofá na varanda.
Uma mulher velha, com rugas no rosto, e seus cabelos brancos estavam arrumados em um coque.
Era Maria... parecia estar sorrindo.
Acho que ela tava pra cima na hora que o coração parou.
Ela era do bem. 
Morreu de morte natural.
Fermina Daza, já viúva, fez a grande viajem.
Mas um dia ela vai voltar.
Se um dia os nossos caminhos se cruzarem, eu vou cortejá-la.
Com ela eu vou namorar durante meio século. Pra compensar o tempo que Florentino Ariza esperou.
“De cabeça erguida
O olhar imóvel
O nariz afilado”
Fermina Daza se foi.
No livro, Fermina Daza usava trança. O coque, nos cabelos brancos, não eram dela.
Era de Maria.
Não fui ao enterro de Maria.
Fui ao enterro de um dos meus avôs, e sonhei durante dias que estava dormindo em um caixão.
Fiquei mal... Sou cagão pra essas coisas, rola um clima de terror...
Meus pais foram. Mas só estavam presentes eles e Maria.
Sinto falta dela...
Nunca mais ouvi sua voz paciente, sua fala compreensiva. Alheia ao mundo exterior.
Feliz no mundo que ela criou para sua família.
Não foi Fermina Daza quem morreu.
Fermina Daza está em algum lugar me esperando.
Li tudo sobre ela... E a ouvia todos os dias falando com sua família.
Vou saber que é ela quando a encontrar!

Meus pais quase tiveram uma sincope quando viram os animais...
Levei todos eles para minha casa. Nunca tivemos um único canário!
Meus pais gostaram, foi um chilique de momento. Também se sentiam solitários em nossa prisão.
Saíam do trabalho depois de mais de dez horas de reclusão, em seguida cumpriam pena em casa.
Resolvemos criar um mundo à parte para nossa família.
Aqueles animais meio gente, meio bicho, trouxeram vida para o nosso claustro.
Passamos a conversar mais, temos agora os bichinhos para cuidar.
Eles cobram tratamento vip. Maria os acostumou com mimo.
Epaminondas é o papagaio maior, reconheci pela voz. Ele tem um olhar triste e, passou a falar pouco.
Filomena é uma cadelinha dandy, adora perturbar Epaminondas. Mas ele deixou de reclamar.
Neto também é um papagaio... Por isso canta como um! E continua cantando.
É um horror... Mas nos diverte muito.
Janjão é um pato gordo. Nós fizemos um pequeno tanque para ele.
 Às vezes ele corre pelo quintal gritando com as asas abertas. Maluco pra caramba.
Teotônio e Tito são dois pastores alemães. São demais! Ficam rolando um em cima do outro, parecem crianças.
Dingo é um gato. Ele tem a cabeça branca e o resto do corpo preto. Ele não mora na minha casa, só vem para comer.  Mora na casa da Maria.
A casa de minha amiga ficou fechada. Ninguém a procurou... Sua família eram seus animais.
O nosso tenor, ou terror... Neto. Pô meu! Ele é hilário.
Não esqueci das músicas caretas. Eles ficam felizes quando ouvem, e eu também.
Às vezes, durante a tarde, eles ficam quietinhos, e todos juntos.Parecem pensar em alguma coisa, ou em alguém.
Agora eles fazem parte da minha história. Não preciso mais ficar na janela, ouvindo o som das outras casas...
Deixo que os vizinhos façam isso, que usem a imaginação...
Criem histórias, para depois construírem o seu próprio mundo.
A “ordem” das coisas não muda. O mundo está cansado. O jeito é sonhar.
Maria sonhou, e foi embora sorrindo.
Então eu sonho.
“Por que caminhos você vai e volta...
Aonde você nunca vai.
Em que esquinas você nunca pára.
A que horas você nunca sai...
Há quanto tempo você sente medo?”


- Gabriel Garcia Marques – Contador de histórias, dentro de paisagens verdadeiras e espaços vivos. Deve estar contando histórias lindas no mundo espiritual – um guerreiro com flores nas mãos – Um Latino Americano. 
- Herbert Vianna – Símbolo de força; talento ; pensador do bem... Um Latino Americano.




                                                    Eloá Fernandes observadora - Uma Latino Americana                                                

                                                    Minas Gerais – Vale do Jequitinhonha - Capelinha

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