quarta-feira, 4 de junho de 2014

Capelinha quer atrair indústrias


Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, está se preparando para alavancar a indústria local. A Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços da cidade (Aciac) pretende criar, com a colaboração do Executivo municipal, um novo distrito industrial (DI) no município.

O presidente da Aciac, Maurício Teixeira dos Santos Júnior, explicou que a ideia é aproveitar o aquecimento da economia local e o interesse de empresas de diferentes segmentos em se instalar no município devido à sua localização central em relação à região do Jequitinhonha, o que faz da cidade um polo econômico regional.

"Capelinha é uma cidade em franco desenvolvimento. O objetivo da criação do novo DI é levar para o local indústrias já instaladas em áreas urbanas e rurais do município e abrigar novos empreendimentos", afirmou o presidente da Aciac, entidade que está à frente do projeto.

Além da localização e de ser a única cidade da região com aeroporto, vários outros fatores estão promovendo o desenvolvimento da economia municipal e, por conseqüência, despertando o interesse de indústrias em se instalar na cidade, como destacou Santos.

Um destes fatores é o crescimento do comércio local, que acompanhou o boom do mercado imobiliário e da construção civil na cidade, desde que foi instalada uma agência da Caixa Econômica Federal no município, há cerca de cinco anos. Nas contas da Aciac, Capelinha conta atualmente com cerca de 1,5 mil estabelecimentos comerciais.

O presidente da Aciac explicou que, como a Caixa é o principal financiador de moradias do programa federal "Minha casa, minha vida", a inauguração da agência da instituição na cidade abriu caminho para a criação de empreendimentos imobiliários e até de novos bairros na cidade. "E o comércio acompanhou este crescimento", completou.


Calçados - Há, inclusive, perspectiva para Capelinha abrigar indústrias de calçados. Conforme Santos, há alguns anos, cidadãos da cidade foram para Nova Serrana (região Centro-Oeste), polo calçadista do Estado, a cerca de 350 quilômetros de distância, para trabalhar em empresas do setor. "Com a experiência adquirida, esses cidadãos abriram suas próprias empresas em Nova Serrana e agora já procuram voltar para Capelinha e abrir seus negócios aqui", revelou.

Porém, a procura não se limita apenas à indústria calçadista, empresas dos setores de cerâmica, alimentos, confecção, implementos agrícolas, gráficas e de insumos para construção, entre outros, já manifestaram interesse em adquirir áreas no novo DI. Quanto à área do complexo industrial, o terreno está sendo negociado entre a prefeitura municipal e a Aperam Bionergia, que tem atividades e áreas no município.

A área do novo DI pode ter até 50 hectares, mas o tamanho ainda será definido. "Assim que ela estiver definida, o que deve acontecer no máximo até junho, vamos nos reunir com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico para definir quem ficará a cargo da infraestrutura do DI, se serão as próprias empresas que se instalarem no local ou o governo do Estado", detalhou Santos.

Apesar de a Aciac estar à frente do projeto para a criação do DI, o secretário municipal de Administração e Planejamento, Weliton Gomes Vitor, afirmou que "a prefeitura pretende oferecer incentivos e criar condições favoráveis para a construção do novo DI". No entanto, ele não detalhou quais seriam os incentivos.

Fonte: Diário do comércio 

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