sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Polícia Civil e Câmara de Vereadores investigam desvio de medicamentos no hospital de Capelinha

                     Só de Petidina, um pré anestésico, foram 1387 ampolas desviadas, além de Morfina e Fentalamina que não foram enumerados. 
                                         
Na reunião Ordinária da Câmara Municipal do dia 28 de agosto foi instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI para apuração de desvios e adulteração de medicamentos na farmácia da Fundação Hospitalar São Vicente de Paulo de Capelinha.

Após o Vereador Cleuber Luiz – PP na reunião anterior levar ao conhecimento uma denúncia recebida através de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais – Sincerca, de que grande número de medicamentos teria sido desviado e sido adulterado e que o caso estava sendo ocultado da população capelinhense, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara através do presidente Tadeu Filipe enviou convite para que a Presidente da Fundação Conceição Vieira comparecesse na sede do legislativo para prestar informações. Através de ofício a presidente se reservou no direito de não comparecer e só falar sobre o assunto após as apurações em andamento pela polícia civil.

Diante dos fatos dez vereadores presentes na reunião das comissões de saúde e direitos humanos decidiram pela criação de uma CPI para que os vereadores pudessem ter acesso aos documentos e às informações. Uma ata foi lavrada com as assinaturas de todos os vereadores presentes. Diante do risco de uma CPI um advogado da Fundação compareceu em Plenário no dia 27 de agosto e prestou informações confirmando as denúncias, numerando e denominando os medicamentos que foram desviados e adulterados naquela instituição de saúde. Os números são assustadores:

Só de Petidina, um pré anestésico, foram 1387 ampolas desviadas, além de Morfina e Fentalamina que não foram enumerados.

Segundo informações do advogado no início os medicamentos eram furtados através do rompimento pelo fundo das caixas. Quando o furto foi descoberto e o armazenamento sofreu mudanças dificultando a subtração foram detectadas trocas de medicamentos. As ampolas de morfina eram trocadas por Dipirona; Petidina por Decadron. Na ocasião, dia 06 de junho um Boletim de Ocorrência foi registrado e cinco funcionários passaram a ser investigados. A Polícia Civil ouviu um grande número de pessoas e o inquérito está em fase de conclusão.

No dia 28 uma CPI foi instaurada não para apurar a lado criminal do fato, mas a administrativa para que o legislativo pudesse ter conhecimento de detalhes das providências tomadas pela direção da fundação diante de um fato tão grave. Dos dez vereadores que assinaram a ata pela criação da CPI, cinco retiraram suas assinaturas se manifestando contra tal apuração. Mantiveram suas assinaturas os vereadores CleuberLuíz-PP, Jailson Pereira-PSD, Luciano Macedo-PROS, Roberval Pimenta-PDT, Tadeu Filipe-SDD e Gedalvo Fernandes que não estava na reunião das comissões mas por entender a gravidade dos fatos incluiu sua assinatura no documento.

Entre os focos da Comissão Parlamentar de Inquérito, os vereadores querem ter a certeza de que a adulteração de medicamentos não tenha colocado em risco algum paciente atendido naquela fundação.



Os líderes das bancadas tem três dias úteis para indicarem os membros da CPI, caso não o façam o presidente da Câmara indicará os componentes. A Comissão tem 90 dias para apresentar relatório das apurações.

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