quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Casal acusa hospital de negligência após morte de bebê antes do parto em Turmalina



Foram nove meses de ansiedade, de muito trabalho para organizar o enxoval da pequena Alice. O casal Maria de Fátima, de 33 anos, e Romário Sena, de 26, contava os dias, minutos e segundos para ter a pequena nos braços, mas infelizmente esse sonho foi interrompido antes mesmo dela vir ao mundo, momentos antes do parto no Hospital São Vicente de Paulo, em Turmalina, no Vale do Jequitinhonha.

O pai da criança, Romário Sena Santana acusa a unidade de saúde de negligência durante o parto. “Minha esposa, Maria de Fátima Vieira de Souza, estava grávida de 42 semanas e o limite foi completado na segunda-feira, 17 de novembro, quando ela foi internada para fazer o parto induzido ou cesárea, às 19h30. O médico S.L.L.M aplicou um medicamento tentando induzir o parto, mas não obteve sucesso. Por volta das 20 horas ele ouviu os batimentos cardíacos do bebê e estava tudo bem.”, relatou a nossa reportagem.
 O casal esperava que o médico fizesse a cesárea. “Nós esperávamos que o médico fizesse a cesárea, mas ele disse não faria somente na terça-feira. Em seguida ele foi embora e deixou um outro médico, que não voltou no quarto. Somente por volta das quatro horas da manhã, quando uma outra mulher chegou no hospital para trabalho de parto, que uma enfermeira resolveu conferir os batimentos do coraçãozinho da Alice, mas ela não conseguiu ouvir mais. A partir do momento que não ouviu mais os batimentos cardíacos, a enfermeira chamou o médico, que se desesperou e chamou o médico S.L.L.M, que chegou o coração do bebê e confirmou que o coração tinha parado de bater.”

De acordo com Romário, um outro médico, W.C.P, foi chamado para fazer a cesárea. Quando este fez o procedimento o bebê já estava sem vida. Romário disse a nossa reportagem que só foi avisado do acontecido às 7 horas da manhã, quando o médico W.C.P lhe informou que a criança faleceu e que não sabia a causa. Romário disse que insistiu e perguntou se o cordão umbilical estava enrolado no pescoço da criança. Nesse momento o médico teria apenas retirado o pano que cobria a criança, virou as costas e foi embora, conta o pai da criança.
“Fiquei muito indignado com o ocorrido, pois nas últimas 42 semanas eu trabalhei até 14 horas por dia para comprar as coisas para minha filhinha, a cada dia sonhava com ela no colo, montava o seu quartinho. Queria dar a ela um futuro muito bom, tudo aquilo que não tive, e de repente em questão de horas, por causa em minha opinião de um erro médico, o meu sonho acabou. É muito triste!”, lamenta o pai.
Ainda segundo Romário, eles procuraram o Ministério Público e fizeram uma denúncia contra o Hospital relatando o que ocorreu.

O que diz o hospital?

O Hospital São Vicente de Paulo simplesmente ignorou nossa reportagem. No dia 19 de novembro, conversamos com o Sr. Douglas Cordeiro, através de uma conta em uma rede social, e solicitamos o seu e-mail, visto que anteriormente conversamos com um secretário municipal e este nos informou que o Sr. Douglas Cordeiro era um dos chefes da unidade de saúde.
Assim que o Sr. Douglas nos informou o e-mail, enviamos uma solicitação de nota de esclarecimento em caráter de urgência, com pedido de rastreamento de leitura. Na tarde do dia 20 de novembro, o e-mail foi lido, conforme relatório abaixo, porém nenhuma resposta sobre o caso foi enviada ao Portal Aconteceu no Vale até a manhã desta quarta-feira, 20 de novembro.
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Aconteceu no Vale

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