sábado, 31 de janeiro de 2015

Justiça de Turmalina revoga prisão de ginecologista

A juíza da comarca de Turmalina, Caroline Rodrigues Queiróz, revogou, na tarde desta sexta-feira, 30, a prisão preventiva decretada contra o médico ginecologista Marco Plínio Câmara Sampaio em 17 de outubro do ano passado. Com isso, o médico, que vinha desde 5 de janeiro cumprindo prisão domiciliar, não podendo sair de casa para nada, agora aguardará o julgamento em liberdade.

A decisão foi comemorada por moradores de Turmalina, principalmente pacientes de Marco Plínio, que o consideram inocente das acusações feitas por cinco ex-pacientes, segundo as quais o ginecologista extrapolava no exame clínico, cometendo “práticas libidinosas”. O pedido de revogação da prisão foi impetrado pelo escritório do advogado Rodrigo Bebiano, de Capelinha, que responde pela defesa do profissional.

Dr. Marco Plínio, como é conhecido, conta com o apoio de boa parte da população turmalinense desde sua prisão, considerada “arbitrária e desnecessária”, segundo definiu uma de suas ex-pacientes, que hoje faz parte de um movimento espontâneo que surgiu na cidade para defender o médico. Marco Plínio atuava em Turmalina em uma clínica particular, no Hospital São Vicente e também no posto de saúde do bairro Pau D’Óleo.

Os integrantes do grupo,
formado quase na totalidade por ex-pacientes do ginecologista, consideram, por exemplo, que a divulgação do nome, da foto e de um vídeo de um primeiro depoimento do médico ao delegado Felipe Pontual, de Turmalina, responsável pelo inquérito policial que levou à prisão do médico, feriu o sigilo do processo, determinado pela Justiça. “Ele foi condenado sem julgamento, pois não foi ouvida nenhuma testemunha de defesa antes de levá-lo para a cadeia”, salientou a ex-paciente, que pediu para não ter seu nome revelado.

No último dia 12 de janeiro, a Justiça de Turmalina ouviu algumas das acusadoras, porém, a audiência de instrução, onde são ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa, ainda não foi concluída. Informações levantadas pela reportagem do Portal de Capelinha / Jornal Acontece dão conta de que as testemunhas de defesa, intimadas pela Justiça, ainda não deram seus depoimentos.

A juíza Caroline Queiroz declarou que não vai falar sobre o assunto à imprensa, já que o processo permanece sob segredo de Justiça. Familiares de Marco Plínio se dizem confiantes quanto ao desfecho do caso. “Independentemente do que digam, acreditamos piamente na inocência dele. É mais uma vitória que Deus nos concedeu”, comenta uma parente do profissional.

Nas fotos, manifestações favoráveis a Marco Plínio nas ruas,e na porta da cadeira de Turmalina.

Fonte: Portal da Cidade de Capelinha| Acontece Regional

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