quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Recontagem de votos em MG provoca troca de deputados


Após liminar do TSE, votos de Geraldo Hilário Torres foram considerados.
Com isto, Adelmo Carneiro Leão deve dar lugar ao Pastor Franklin Lima.

Uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral vai provocar a troca de uma cadeira dos deputados federais de Minas Gerais. O Tribunal Regional Eleitoral de MG (TRE) precisou recontar os votos no estado.

Com o novo resultado divulgado nesta terça-feira (3), Adelmo Carneiro Leão (PT) deve perder a vaga para dar lugar a Franklin Roberto de Lima Souza (PTdoB) – mais conhecido como Pastor Franklin Lima. Na nova relação, Adelmo Leão vai ocupar a primeira suplência.

A mudança do quadro ocorreu por causa do indeferimento da candidatura de Geraldo Hilário Torres (PTdoB). Segundo o TRE, os 16.379 votos recebidos por Torres haviam sido considerados nulos.

Na ultima sexta-feira, porém, o ministro Gilmar Mendes deferiu o pedido de liminar para conceder efeito suspensivo ao recurso contra o registro de candidatura de Torres, conforme o Tribunal de MG. Mendes ainda determinou que os 16.379 votos fossem considerados válidos e pediu a recontagem.

De acordo com o TRE, a troca de deputados tem determinação de cumprimento imediato. A decisão, como é em caráter liminar, é provisória até que se julgue o recurso extraordinário.

O deputado Adelmo Carneiro Leão (PT) disse ao G1 que ainda não foi notificado, porém explicou que não vai perder o cargo, pois, quatro deputados federais da coligação do PT em Minas viraram ministros ou secretários de estado. Com isto, Leão vai assumir no lugar de um deles.

Registro de candidatura indeferido
Geraldo Hilário Torres teve seu pedido de registro de candidatura indeferido pelo TRE, e a decisão foi confirmada pelo TSE. O candidato foi cassado e considerado inelegível em função de uma condenação por abuso de poder econômico ocorrida nas eleições de 2008, quando foi eleito prefeito de Timóteo, no Vale do Aço. A decisão do TRE, à época da cassação, declarou o candidato inelegível pelo período de oito anos. Após recorrer, ele teve este período reduzido para três anos.

Torres e sua coligação entraram com uma ação cautelar para suspender a decisão que indeferiu seu pedido de registro e considerou os votos por ele recebidos como nulos.
G1

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