sábado, 5 de dezembro de 2015

Após rebelião, 47 presos de Capelinha foram transferidos




Motim aconteceu na tarde de sexta-feira, 4 de dezembro. Os presos alegam terem ficado sem banho de sol
Na manhã da última sexta-feira, 4 de dezembro, Capelinha foi acometida por uma forte chuva. Na cadeia da cidade, este fato impediu o banho de sol dos presos, um grupo de detentos então iniciou uma rebelião usando este fato como motivação. O motim começou por volta das 11h30, os presos quebraram algumas divisórias de parede (as celas possuem meias-paredes para separar a área do banheiro do dormitório) e, com os pedaços de concreto, começaram a destruir o local.
Foram arremessados blocos de concreto no corredor, que recebeu ainda grande quantidade de lixo. Os presos ainda tentaram quebrar as grades das celas com os pedaços de concreto.

O agente penitenciário de plantão acionou o delegado Marcos Valverde, diretor da cadeia, que foi para o local e, de lá, acionou a Polícia Militar e os demais órgãos de segurança pública, como Promotoria de Justiça e Poder Judiciário. “Colocamos toda a nossa equipe disponível para atuar na cadeia, os militares têm treinamento especializado para adentrar estabelecimentos prisionais, isso facilitou no controle dos detentos”, ressalta o comandante do Pelotão da Polícia Militar de Capelinha, tenente Rodrigo Louzada, responsável também pelos pelotões das cidades que compõem a Comarca, Água Boa e Angelândia.
 Em pouco tempo, já estavam na cadeia os delegados, os militares, o promotor de Justiça Cristiano Moreira e a juíza da Comarca, Natalia Discacciati Rezende. Após contato com o sistema carcerário do Estado, foi definida a relocação de 47 dos 86 presos que cumprem pena na cadeia de Capelinha. A ação foi rápida e eficaz, pois poucas horas após a rebelião os presos foram transferidos para as cidades de Guanhães, Teófilo Otoni, Mantena e região metropolitana de Belo Horizonte. A reportagem do JORNAL LOCAL apurou que, entre os rebelados, estava um preso com uma condenação de 42 anos a cumprir. Neste caso, a Justiça brasileira determina que ele seja transferido para um presídio.
As celas comprometidas terão de passar por reforma, e a transferência aconteceu em caráter de urgência porque a rebelião deixou a cadeia de Capelinha sem condições de abrigar todos os presos que antes lá estavam. Segundo o tenente Louzada, “nem todos os presos da cadeia participaram do motim. As ocupantes da cela feminina, por exemplo, não se rebelaram”. Outro grupo de preso que também não participou da confusão é formado pelos “detentos do seguro”, aqueles que ficam em celas separadas por não serem aceitos pelos demais detidos. A Polícia Militar de Capelinha permaneceu no local até as 22h, e, neste momento, a situação é tranquila na cadeia.
NOTA DA REDAÇÃO: Capelinha é a única cidade da região da Polícia Civil de Minas Gerais que não tem uma equipe da SUAPI (Subsecretaria de Administração Prisional). Caso tivesse, isso que facilitaria o combate às rebeliões e, na maioria dos casos, evitaria os motins.
Fonte: Jornal Local 

Um comentário:

Unknown disse...

Desde quando o Ministério Público e o Juízo são órgãos de segurança pública? Informação tem que vir sem erros de conceito. Se não sabe, pergunte a quem sabe.

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