segunda-feira, 7 de março de 2016

Descaso com limpeza é comum em cidades campeãs da dengue


Não é por acaso que as cidades com mais casos de dengue por habitante enfrentam essa situação: em comum, elas têm grande número de lotes vagos com mato alto, lixo acumulado em calçadas e água parada pelas ruas – condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da zika e da febre chikungunya. Atualmente, mais da metade dos municípios mineiros com mais de 100 mil habitantes vivem uma epidemia de dengue, e, ao visitar alguns deles, a reportagem constatou que, além da facilidade em encontrar locais propícios à proliferação do inseto, várias são as pessoas que contraíram a doença nos últimos dias.
Em Ibirité, na região metropolitana, terceiro colocado no ranking – que considera apenas municípios com mais de 100 mil habitantes e feito com base nos últimos dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) –, os moradores estão assustados com o surto de dengue. Até 24 de fevereiro, foram 2.332 casos notificados, número maior do que o dobro registrado em todo o ano passado: 1.064. Há, ainda, 57 suspeitas de zika em gestantes, e seis outros registros confirmados, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
O motivo, segundo o coordenador de vigilância em saúde José Catulino Versiani Neto, seria o aumento da chuva na região metropolitana neste ano. “Boa parte da população economicamente ativa de Ibirité trabalha em outros municípios, como Betim e Contagem, onde choveu mais, o mosquito se espalhou e mais pessoas ficaram doentes”, justificou. Para ele, a doença tem atingido agora mais idosos e crianças, que não costumam deixar a cidade.
Otempo

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