sexta-feira, 10 de junho de 2016

Megaoperação prende 22 integrantes de quadrilha que atuava em Itamarandiba e região


O início deste mês de junho em Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha, ficou marcado por uma megaoperação da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar da região e da Polícia Civil de São Paulo. A operação Calcário da Morte 2 foi responsável pelo cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão domiciliar, 31 mandados de prisão preventiva e quatro mandados de internação provisória de adolescentes. A quadrilha era formada por ao menos quatro integrantes da mesma família, sendo pai, mãe, filhos e neto, além de vários “amigos” da família.
Segundo o delegado regional Thiago Rocha, “as investigações apontam que os integrantes da organização criminosa, que haviam sido presos em 2008, na Operação Calcário da Morte 1, deram continuidade na atividade criminosa após serem soltos. E praticaram, sobretudo, tráfico de drogas, roubos, furtos, homicídios e corrupção de menores, entre outros crimes, inclusive conquistando novos integrantes para a quadrilha.

Nos dias 2 e 3 de junho, na região Leste de São Paulo, as Polícia Civis de Minas Gerais e São Paulo (Policiais Civis da DPC Itamarandiba e DEOESP), em ação conjunta prenderam Fábio Caetano de Andrade, conhecido por Fabinho (ou Bidu), ele era foragido da cadeia de Itamarandiba e é apontado como o atual líder da quadrilha. Fabinho sucedeu no posto seu pai, José Maria Caetano de Andrade. Outros integrantes da família presos são Manoel Caetano de Andrade, irmão de Fabinho e filho de José Maria, e a Maria das Graças Batista dos Santos, mãe de Fabinho e Manoel e esposa de José Maria, e ainda Kaike Santos de Andrade, filho de Manoel e neto de José Maria e Maria das Graças. Com eles, no momento da prisão, foi apreendido um revolver calibre 38 com 15 munições, além de duas munições calibre 380 e dois tabletes de maconha.

 Já no dia 8 de junho, a Polícia Civil com o apoio da Polícia Militar, deflagrou nas cidades de Itamarandiba, Carbonita e Diamantina a 2ª Fase da Operação Calcário da Morte 2, com o cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão domiciliar, 22 mandados de prisão preventiva, uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de numeração suprimida e três mandados de internação provisória de adolescentes, todos integrantes da organização criminosa, estando foragidos outros três integrantes. No decorrer da operação foi presa Raimunda Pereira da Silva, com uma pistola 9 milímetros com numeração suprimida, 12 munições e R$ 9.151,20, artigo 16 parágrafo único inciso da Lei 10.826/03.
PRISÕES
Os mandados de prisão foram cumpridos em desfavor de José Maria Caetano de Andrade, José Henrique Caetano de Andrade, Alex Marcos Fernandes, Edvaldo Lopes Gomes, Deivid Lorran Guimarães de Andrade, Vanessa Fernandes da Silva, Welliton Gomes, Rayanderson Silva Moreira, Bruno Fernandes Gomes, Fábio Aparecido Vieira Costa, Marcos Antônio Rodrigues de Paula, Wagner Aparecido Costa, Vitor Henrique Oliveira, Igor Matos Moura, Renato de Cassio Meira, Ana Clara Costa, Josefina Ventura da Silva Hirai, Daniel Ventura da Silva, Cleide Coelho, Reinaldo Coimbra Leite, Robson Fernandes dos Reis e Wesley Rodrigo Lemes Oliveira.
Estão foragidos: Enoch Paranhos da Silva, Fábio Júnior Lages, Lucas Cantideo Conceição e João Nilson Oliveira.
O HISTÓRICO DA FAMÍLIA DO CRIME
A organização criminosa começou a ser investigada em 2008 e liderada àquela época por José Maria Caetano de Andrade e sua esposa Antônia Pires de Andrade e outros integrantes, todos presos naquele ano por formação de quadrilha, tráfico de drogas homicídios, roubos, furtos e corrupção de menores entre outros crimes.
Após terem sido beneficiados com medidas de liberdade expedidos pela Justiça Pública, à exceção de Fábio Caetano de Andrade que fugiu da Cadeia de Itamarandiba, os integrantes da quadrilha se reagruparam e, no ano de 2015 e deram início a uma nova organização criminosa.
Nos últimos anos, a organização criminosa passou a ser liderada por Fábio Caetano de Andrade, que na condição de foragido mudou-se para a cidade de São Paulo. José Maria Caetano e Antônia Pires de Andrade antigos chefes da quadrilha se transformaram em conselheiros do seu filho Fábio. Na condição de primeiro nível da organização criminosa Fábio ordenava ao membros do segundo escalão a prática de crimes em Itamarandiba. O segundo escalão era composto por Kaike, José Henrique e Manoel, ficando a cargo destes o planejamentos dos crimes que eram transmitidos aos componentes do terceiro nível, Enoch, Alex e Edvaldo. Os integrantes do terceiro nível executavam os crimes com o auxílio dos integrantes do quarto nível, composto por outros 25 pessoas, incluindo adolescentes.
PRINCIPAIS CRIMES COMETIDOS PELA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
1. Roubo com emprego de arma de fogo e concurso de agentes contra instituição financeira e posto de gasolina em Felício dos Santos;
2. Tráfico de drogas e associação para o tráfico, consistente na arrecadação de cerca de 1kg de maconha;
3. Tráfico de drogas e associação para o tráfico, consistente na arrecadação de cerca de 4,5kg de maconha;
4. Tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo, consistente na arrecadação de 24 pedras de crack, 1 buchas de maconha e 1 porção de cocaína bem como uma pistola .380 com 18 munições;
5. Tráfico de drogas e associação para o tráfico consistente na arrecadação de 1kg de pasta base de cocaína;
6. Roubo com emprego de arma de fogo e concurso de agentes contra joalheria Neide Jóias em Itamarandiba.
PLANOS DA QUADRILHA
As investigações revelam que a organização criminosa fazia planos de assalto a carro forte de transportes de valores, extorsão mediante sequestro de empresário e advogados. Em retaliação aos trabalhos da Polícia Civil e do Judiciário a organização criminosa pretendia ainda atentar contra a vida de policiais civis e invadir as sedes da Delegacia de Polícia Civil e Fórum de Itamarandiba para subtraírem armas de fogo e drogas e incendiar os imóveis para destruir autos de inquéritos policiais e processos judiciais.
AÇÃO POLICIAL CONJUNTA
A segunda fase da Operação Calcário da Morte 2, deflagrada em Itamarandiba, Carbonita e Diamantina contou a presença de policiais civis da DPC Itamarandiba, Minas Novas, Água Boa, Três Marias, delegacias regionais de Polícia Civil de Capelinha e Diamantina e Departamento de Polícia Civil de Curvelo, num total de 55 Policiais Civis em 16 viaturas. A Polícia Militar prestou apoio com 50 policiais militares, um cão farejador e 13 viaturas.
Todos as pessoas presas serão recolhidas em estabelecimentos prisionais diversos visando a efetividade da persecução penal e se encontram à disposição da Justiça da Comarca de Itamarandiba. Os integrantes da organização criminosa aguardam em prisões de São Paulo o recambiamento para Minas Gerais.
As pessoas investigadas e presas responderão a processo judicial por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, furto, posse e porte ilegal de arma de fogo, corrupção de menores entre outros crimes, podendo cumprir até 30 anos de prisão.
Aconteceu no Vale

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